segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dentro de minha suposta vida...

Faz tempo que não venho aqui, aliás não tenho indo a lugar algum...

 

Esse estado de interiorização, que há dias me tem tomado todo o tempo, me fez sucumbir a um espaço tão vasto dentro de meu ser, que nem eu me sabia existir. Nem sempre são lugares claros e bonitos, na verdade a maioria é bem feio e escuro.

Não caí garganta a dentro à procura de nada, somente quis me esconder, fugir de toda essa agonia que se alastra desenfreada fora de meu controle, esta díficil seguarar as rédias da vida, principalmente quando todos resolveram se tornar donos dela, da minha suposta vida. cada um se acha com mais direito de opinar e resolver, virei instituição pública e nem sabia.

Cada um fala e resolve coforme seu espeto, e eu preciso suprir a todos as necessidades, como se a minha suposta vida lhes fosse propriedade, como se lhes fosse um amoleto, ou mesmo privada, sim para uns penso que não passo de privada, eu e minha suposta vida, somos as receptoras  de toda bosta fétida, e todas a excreção que seus corpos são capazes de fornecer.

E por que não reajo? 

Ora, reaji joguei-me de garganta a dentro, sucumbi no mais profundo subsolo da minha suposta vida, e foi justamente ali no emaranhado de poracarias e sapos que já me fizeram engoli que percebi: nunca vivi por mim mesma, minha suposta vida fora sempre em função de outros, para salvar, cuidar, curar, formar, alimentar, afagar, amar, ensinar sobre a vida que eu nunca pude viver...

A minha suposta vida, nunca foi minha de verdade... E eu cansei disso, estou retomando as rédias da minha vida, e quem quieser opinar vai ver se eu estou na equina!


 


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