terça-feira, 20 de novembro de 2012

A árvore

Passei horas a observar a velha árvore, tão centenária quanto a casa de meus avós... 
E sempre jovem, sempre outra...
E sempre  a mesma...
Tão absurda, tão grande...
Somos todos tão medíocres.
O ser humano se acha tanto, o bom, o maximo, e ao menor problema desaba, e poucas vezes consegue se restabelecer... 
Mas pisar o outro é permitido, humilhar, denegrir, afinal "os fortes são arrogantes por natureza". 
Bobagem.
Quão forte é aquela árvore, e tão generosa... Gerações se embalaram em balanços presos a seus galhos, alguns com amarras tão fortes que não foi possível retirar e a corda se misturou a seus entrocamentos que cresciam, mas ela nunca deixou ninguém sem a doce brincadeira. 
À sombra de suas folhas muitas conversas, almoços, piquiniques, reuniões da família, ensaios do teatro, ensaios fotográficos...
Conversas demoradas com o vovô, as velhas histórias, as risadas...
E as estações mudam, as folhas se renovam... Para a gente é sempre  a mesma árvore, mas ela é sempre outra. 

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