terça-feira, 20 de novembro de 2012

Angústia


E tenho tentado seguir leve, sem ferir os outros com a minha frieza, nem chamar a atenção para meu degradê de emoções, em tons cada vez mais cinzas.
Dentro das minha possibilidades tenho sido forte, o bastante para não desabar na frente de quem não conhece nem o meu superficial, quanto mais o meu interior.
"Tem gente que pensa que eu me acho, e nem imagina que
eu me perco sempre"... E me perco em mim, dentro desse interior machucado que poucos conhecem, me afogo nas lágrimas trancadas a sete chaves, no escuro das negações que eu deveria ter dado, mas sei lá por que disse sim.... Ah, SIM, esse tal de SIM é que me acaba, tenho que deixa-lo de lado e aprender a dizer não. NÃO!! -"Não vou fazer!" - "Não quero ir!"
Quando eu era criança era tudo tão mais fácil, eu dizia:
-"NÃO!"
E pronto, ninguém questionava.
mas agora saio dizendo SIM, e acham que sou besta, que não vejo as coisas, que não escuto os buchichos. Estou cansada de tentar ajudar e ser derrubada, sugam de mim depois simplesmente jogam fora... Dou uma mão, levam-me toda a energia, e no final eu não presto. CANSEI DE AJUDAR QUEM SÓ ME QUER VER PELAS COSTAS.
"Não, não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões, a única conclusão é morrer [...]
Ora, vão para o diabo sem mim, ou me deixem ir sozinha para o diabo.
Porque havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço, não gosto que me peguem no braço.
[...] não tardo, que eu nunca tardo.
E quando tardo a noite, o silêncio quero ser sozinho"

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